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Não se conhece muito sobre a vida de Confúcio. Casou-se aos 19 anos e teve um filho e uma filha. Estudou com diversos instrutores e, eventualmente, reuniu um grupo de estudantes à sua volta. Durante certo tempo, ocupou o cargo de oficial de justiça, mas foi forçado a abandoná-lo e a partir para o exílio. Embora tivesse 72 discípulos e mais de 3000 seguidores, nunca realizou o sonho de se tornar um governante proeminente da China. | Não se conhece muito sobre a vida de Confúcio. Casou-se aos 19 anos e teve um filho e uma filha. Estudou com diversos instrutores e, eventualmente, reuniu um grupo de estudantes à sua volta. Durante certo tempo, ocupou o cargo de oficial de justiça, mas foi forçado a abandoná-lo e a partir para o exílio. Embora tivesse 72 discípulos e mais de 3000 seguidores, nunca realizou o sonho de se tornar um governante proeminente da China. | ||
Durante a época de Confúcio, a dinastia Chou estava à beira do colapso. O governo Chou havia degenerado em caos e generais brutais lutavam entre si. “Confúcio foi o primeiro a formular uma resposta sistemática para essa crise de valores,” escreveu Robert Eno, estudioso do pensamento chinês. “A profundidade das suas realizações reflete-se no | Durante a época de Confúcio, a dinastia Chou estava à beira do colapso. O governo Chou havia degenerado em caos e generais brutais lutavam entre si. “Confúcio foi o primeiro a formular uma resposta sistemática para essa crise de valores,” escreveu Robert Eno, estudioso do pensamento chinês. “A profundidade das suas realizações reflete-se no fato de o primeiro filósofo da China ter permanecido, ao longo de toda a sua história, como seu principal filósofo”.<ref>Robert Eno, ''The Confucian Creation of Heaven: Philosophy and the Defense of Ritual Mastery'' (Albany: State University of New York Press, 1990), p. 2.</ref> | ||
fato de o primeiro filósofo da China ter permanecido, ao longo de toda a sua história, como seu principal filósofo”.<ref>Robert Eno, The Confucian Creation of Heaven: Philosophy and the Defense of Ritual Mastery (Albany: State University of New York Press, 1990), p. 2. | |||
Confúcio acreditava que o ritual, ou ''li'', podia transformar a identidade, a | Confúcio acreditava que o ritual, ou ''li'', podia transformar a identidade, a | ||