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É sabido que a maior população alemã fora da Alemanha está concentrada na América do Sul. Segundo o autor Paul Manning, alguns membros da elite dominante da Alemanha perceberam que iriam terminar a guerra. Um dos indivíduos que estava ciente desse fato foi Martin Bormann, um conselheiro próximo de Hitler. Como medida de precaução, Bormann, juntamente com alguns banqueiros e oficiais da S.S., criou uma organização conhecida como ODESSA que transfere riqueza e líderes nazistas para fora da Alemanha. Quando a guerra terminou, a ODESSA começou a transferir os estoques de ouro alemães e ajudar os agentes de inteligência nazistas a fugir para outros países. | É sabido que a maior população alemã fora da Alemanha está concentrada na América do Sul. Segundo o autor Paul Manning, alguns membros da elite dominante da Alemanha perceberam que iriam terminar a guerra. Um dos indivíduos que estava ciente desse fato foi Martin Bormann, um conselheiro próximo de Hitler. Como medida de precaução, Bormann, juntamente com alguns banqueiros e oficiais da S.S., criou uma organização conhecida como ODESSA que transfere riqueza e líderes nazistas para fora da Alemanha. Quando a guerra terminou, a ODESSA começou a transferir os estoques de ouro alemães e ajudar os agentes de inteligência nazistas a fugir para outros países. | ||
Alguns desses agentes chegaram aos Estados Unidos e assumiram novas identidades. Muitos foram para a América do Sul. Esses ex-agentes da S.S. colocaram em prática seu treinamento. Alguns se juntaram à Interpol. Outros fizeram grandes fortunas trocando armas porque havia um excedente de armas após a Segunda Guerra Mundial. Ironicamente, alguns desses comerciantes de guerra nazistas chegaram a vender armas para o Estado emergente de Israel. <ref> Veja Paul Manning, | Alguns desses agentes chegaram aos Estados Unidos e assumiram novas identidades. Muitos foram para a América do Sul. Esses ex-agentes da S.S. colocaram em prática seu treinamento. Alguns se juntaram à Interpol. Outros fizeram grandes fortunas trocando armas porque havia um excedente de armas após a Segunda Guerra Mundial. Ironicamente, alguns desses comerciantes de guerra nazistas chegaram a vender armas para o Estado emergente de Israel. <ref>Veja Paul Manning, ''Martin Bormann: Nazi in Exile'' (Nova York: Lyle Stuart, 1981).</ref> | ||
Enquanto criminosos de guerra nazistas estavam fugindo para a América do Sul (supostamente sem o conhecimento dos governos ocidentais), o ex-presidente do conselho do Banco Chase Manhattan, John J. McCloy, era um alto comissário dos EUA no governo alemão do pós-guerra e outro banqueiro, o general William Draper, fazia parte da Comissão. Draper era sócio da Dillon, Read & Co., uma empresa de investimentos de Nova York liderada por Douglas Dillon. | Enquanto criminosos de guerra nazistas estavam fugindo para a América do Sul (supostamente sem o conhecimento dos governos ocidentais), o ex-presidente do conselho do Banco Chase Manhattan, John J. McCloy, era um alto comissário dos EUA no governo alemão do pós-guerra e outro banqueiro, o general William Draper, fazia parte da Comissão. Draper era sócio da Dillon, Read & Co., uma empresa de investimentos de Nova York liderada por Douglas Dillon. | ||